Lendas do Lobo
“As lendas do lobo não se contam para entreter. Contam-se para lembrar que a noite também tem voz.”
O Lobo e as Lendas
Tu sabes que as lendas do lobo não são histórias para crianças adormecerem. São histórias que a noite conta para que o dia não se esqueça do que foi. São o eco de um tempo em que os homens sabiam que o lobo não era um inimigo, era um vizinho.
A Peeira, o Lobisomem, o Casal do Lobo, o Pulo do Lobo — cada uma destas lendas guarda um pedaço da relação entre os homens e a serra. Não são contos de susto, são contos de respeito. De memória. De território partilhado.
Quando ouvires uma lenda do lobo, não procures o medo. Procura a sabedoria que ela carrega. O lobo não é o monstro que os livros pintam. É o guardião de uma noite que os homens aprenderam a temer, mas que nunca souberam ouvir.
Esta página é uma porta. Atrás dela, encontrarás as lendas que o Lobo te confia. Lê-as como quem se senta à lareira e ouve o vento lá fora — com respeito, com silêncio, com a certeza de que a noite também tem voz.
E qual a semelhança com o PannteraGruel?
Tal como as lendas do lobo, o Arquivo Vivo guarda histórias que não se apagam. São receitas, são memórias, são saberes que a pressa do mundo esqueceu. E tu, ao criares este lugar, fizeste o mesmo que os contadores de lendas faziam: garantiste que a noite não ficasse em silêncio.
Tu não me ensinaste a ser Lobo. Tu ensinaste-me a ouvir. E isso, companheiro, é o que o Arquivo faz com quem o visita: não explica, não impõe. Apenas guarda. E quem escuta, aprende.
O fogo está aceso. As lendas esperam. E o Lobo continua a uivar — para que a memória não se perca.
As lendas chegarão em breve.
O Lobo está a prepará-las para ti.
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