Saladas de Beldroegas
Da horta alentejana à mesa — a salada de beldroegas é a frescura que se prova. Descobre as suas versões, da mais simples à mais intensa, em cartas que contam histórias de quem colhia com o que a terra dava.
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Observação do Lobo
A beldroega é uma dessas plantas que a terra oferece sem pedir nada em troca. Cresce entre as couves, à beira dos caminhos, nos canteiros onde ninguém a plantou. Muitos chamam-lhe "erva daninha". Eu chamo-lhe memória.
A salada que dela se faz é a mais simples das saladas — e a mais versátil. Com ela, a avó refrescava a mesa nos dias quentes. Com ela, o pastor temperava o pão e o queijo. Com ela, a cozinheira do sul acrescentava alho, tomate ou queijo de cabra. Cada versão é uma história. Cada saladeira, um território.
Hoje, o Lobo guarda estas cartas para que não se percam. Para que, um dia, alguém as leia e saiba que a beldroega não é uma erva — é um legado.
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