🐾 Apoio – Sociedade Protectora dos Animais do Porto
Fundada em 1878, é a mais antiga associação de proteção animal de Portugal. Dá um lar, um colo e uma segunda chance a cães e gatos abandonados. Conhece a sua história e ajuda a manter viva esta chama.
Distrito do Porto
O Lobo percorre a região invicta — onde o Douro encontra o Atlântico, o vinho do Porto se guarda nas caves e a tradição se mantém viva entre a cidade, a serra e o mar.
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Amarante é a cidade que nasceu à volta do rio Tâmega e se fez famosa pela ponte de São Gonçalo. O Lobo senta-se na ponte que atravessa o rio, olha as casas antigas que descem a encosta e sente o cheiro a doce e a terra molhada. A ponte de São Gonçalo, que já foi palco de batalhas e de romarias, é o testemunho de uma história que se fez entre a água e a pedra — e que ainda hoje se impõe na paisagem como um símbolo da cidade.
Mas Amarante é, acima de tudo, a terra dos papos de anjo e dos bolos de São Gonçalo. A doçaria conventual, que as freiras do Mosteiro de São Gonçalo criaram ao longo dos séculos, é o sabor doce de uma tradição que atravessou gerações. Os papos de anjo, leves e açucarados, e os bolos de São Gonçalo, com a sua massa fofa e o seu aroma a canela, são o orgulho da cidade — e a prova de que a doçaria também é memória.
O Mosteiro de São Gonçalo, imponente e sereno, guarda a fé de um povo que sempre viveu à beira do rio. As gentes que ali vivem — as mulheres com cestos de pão, os homens junto ao rio, as crianças que brincam na margem — são o rosto de uma comunidade que mantém viva a tradição. E o Lobo, esse, fica na ponte, a olhar o Tâmega e a sentir o cheiro a doce e a terra — guardião de uma cidade que se fez com ponte, com mosteiro e com memória.
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Felgueiras é a terra onde o Mosteiro de Pombeiro se ergue em silêncio e a ourivesaria se faz com a paciência de quem sabe transformar o ouro em arte. O Lobo senta-se num muro de pedra junto ao mosteiro, olha a vila que desce a encosta e sente o cheiro a pão-de-ló e a vinho verde que sobe das adegas e das cozinhas. O Mosteiro de Pombeiro, fundado no século XI, é o testemunho de uma fé que atravessou séculos — as suas paredes de granito guardam a memória dos monges que aqui viveram e da terra que os sustentou.
Mas Felgueiras é, acima de tudo, a terra da ourivesaria em filigrana. As peças de ouro e prata que as mãos dos ourives moldam com a precisão de quem sabe esperar são o símbolo de uma tradição que atravessou gerações. A filigrana, que se tece em fios finos como cabelo, transforma o metal em obras-primas — cruzes, arrecadas, colares, que guardam a memória de um povo que soube fazer do ouro uma linguagem. E o pão-de-ló de Felgueiras, leve e fofo, é o doce que se prova à mesa, como quem prova a tradição.
O rio Sousa, que serpenteia no vale, rega as vinhas e os campos de milho que se estendem até onde a vista alcança. E as gentes que ali vivem — as mulheres com cestos de linho, os homens que transportam uvas, as crianças que brincam junto ao mosteiro — são o rosto de uma comunidade que mantém viva a tradição. E o Lobo, esse, fica junto ao mosteiro, a olhar o vale e a sentir o cheiro a ouro e a pão — guardião de uma terra que se fez com mosteiro, com filigrana e com memória.
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Gondomar é a terra onde o ouro se transforma em arte e a filigrana se tece em fios de memória. O Lobo senta-se num dos bancos de pedra da Praça da República, olha a cidade que se espalha pela encosta e sente o cheiro a ouro e a terra molhada. A Igreja Matriz de São Cosme e São Damião, imponente e serena, guarda a fé de um povo que sempre viveu entre o rio Sousa e a tradição da ourivesaria.
Mas Gondomar é, acima de tudo, a capital da filigrana. As peças de ouro que as mãos dos ourives moldam com a paciência de quem sabe esperar são o símbolo de uma tradição que atravessou gerações. A filigrana, que se tece em fios finos como cabelo, transforma o metal em obras-primas — brincos, colares, arrecadas, que guardam a memória de um povo que soube fazer do ouro uma linguagem. O martelo do ourives, que bate no metal com a precisão de quem sabe que a beleza não se faz com pressa — faz-se com tempo.
O rio Sousa, que serpenteia no vale, rega as terras que sempre deram o sustento à cidade. E as gentes que ali vivem — as mulheres com cestos de pão, os homens que transportam ferramentas, as crianças que brincam junto à igreja — são o rosto de uma comunidade que mantém viva a tradição. E o Lobo, esse, fica na praça, a olhar a cidade e a sentir o cheiro a ouro e a terra — guardião de uma terra que se fez com filigrana, com fé e com memória.
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Lousada é a terra onde o pelourinho se ergue na praça e a broa de milho se parte à mesa. O Lobo senta-se num dos bancos de pedra junto ao pelourinho, olha a vila que desce a encosta e sente o cheiro a pão quente e a presunto que se cura nas adegas. O pelourinho, que remonta ao século XVI, é o testemunho de um passado de foro e de autonomia — e a praça que o rodeia é o coração de uma comunidade que ainda hoje se reúne à sua volta.
Mas Lousada é, acima de tudo, a terra da broa de milho e do presunto. A broa, de côdea estaladiça e miolo macio, é o pão que alimentou gerações — e que ainda hoje se coze nos fornos de lenha. O presunto, que se cura no fumeiro com a paciência de quem sabe esperar, é o sabor de uma terra que soube guardar o que a natureza lhe deu. A cesta de vime que os transporta é o testemunho de uma tradição que se mantém viva nas gentes que sabem que a mesa se faz com pão e com tempo.
O rio Sousa, que serpenteia no vale, rega as terras que sempre deram o sustento à região. E as gentes que ali vivem — as mulheres com cestos de pão, os homens que transportam ferramentas agrícolas, as crianças que brincam junto ao pelourinho — são o rosto de uma comunidade que mantém viva a tradição. E o Lobo, esse, fica na praça, a olhar a vila e a sentir o cheiro a broa e a presunto — guardião de uma terra que se fez com pão, com mesa e com memória.
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A Maia é uma terra de contrastes, onde o passado rural se encontra com o presente industrial, e a história se respira em cada canto. O Lobo senta-se nos degraus do Mosteiro de Santa Maria da Maia, olha a cidade que cresceu à sua volta e sente o cheiro a terra molhada e a pão quente que ainda se faz nos fornos comunitários. O mosteiro, que remonta ao século XII, é o testemunho de uma fé que atravessou séculos e que ainda hoje se impõe na paisagem como um farol de pedra e de memória.
Mas a Maia é também a terra do azulejo e da cerâmica. As mãos dos oleiros, que durante gerações moldaram o barro, transformaram a terra em arte — azulejos que contam histórias, peças de cerâmica que enfeitam as casas, travessas que servem o pão. A tradição da olaria, que se perdeu em algumas freguesias, ainda ecoa nas memórias dos mais velhos, que se lembram dos fornos acesos e do cheiro a barro cozido.
As gentes que ali vivem — as mulheres com cestos de pão, os homens que transportam ferramentas, as crianças que brincam junto ao mosteiro — são o rosto de uma comunidade que soube guardar a tradição enquanto abraçava o futuro. E o Lobo, esse, fica nos degraus do mosteiro, a olhar a cidade e a sentir o cheiro a terra e a barro — guardião de uma terra que se fez com mosteiro, com azulejo e com memória.
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Matosinhos é a terra onde o mar se encontra com a cidade e o choco frito é o prato que une a comunidade. O Lobo senta-se na escadaria do edifício da Câmara Municipal, olha a praça que se estende até ao mercado e sente o cheiro a mar e a fritura que vem do porto de pesca. A cidade, que cresceu à beira do Atlântico, é o testemunho de uma tradição piscatória que atravessou gerações — os barcos de pesca que ainda hoje saem para o mar, as redes que se estendem ao sol, o peixe que se vende no mercado.
Mas Matosinhos é, acima de tudo, a terra do choco frito. O prato, que se serve em travessas de barro com limão e um fio de azeite, é o símbolo de uma cidade que soube fazer do mar a sua despensa. O mercado municipal, onde o peixe se vende fresco, é o coração da cidade — o lugar onde as gentes se encontram, onde se escolhe o peixe para o almoço, onde a tradição se mantém viva.
As gentes que ali vivem — os pescadores que conhecem os segredos do mar, as mulheres com cestos de peixe, as crianças que brincam na praia — são o rosto de uma comunidade que mantém viva a tradição. E o Lobo, esse, fica na escadaria da Câmara, a olhar o mar e a sentir o cheiro a choco e a sal — guardião de uma terra que se fez com mar, com pesca e com memória.
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Paços de Ferreira é a terra onde a madeira se transforma em arte e o mobiliário se faz com a paciência de quem sabe esperar. O Lobo senta-se num dos bancos de madeira da praça, olha a vila que cresceu à volta do Mosteiro de Ferreira e sente o cheiro a serrim e a madeira que vem das fábricas e das oficinas. O Mosteiro de Ferreira, fundado no século XVIII, é o testemunho de uma fé que atravessou séculos — e a vila que cresceu à sua volta é o reflexo de uma comunidade que soube transformar o trabalho em tradição.
Mas Paços de Ferreira é, acima de tudo, a capital do mobiliário. As mãos dos carpinteiros e dos marceneiros, que durante gerações moldaram a madeira, transformaram a região num centro de excelência — móveis que se vendem em todo o país e que levam o nome da terra para longe. A tradição da marcenaria, que ainda hoje se mantém viva, é o símbolo de uma terra que soube fazer do trabalho uma arte — e da madeira, uma memória.
As gentes que ali vivem — as mulheres com cestos de pão, os homens que transportam madeira, as crianças que brincam junto ao mosteiro — são o rosto de uma comunidade que mantém viva a tradição. E o Lobo, esse, fica na praça, a olhar a vila e a sentir o cheiro a madeira e a serrim — guardião de uma terra que se fez com madeira, com móveis e com memória.
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Paredes é a terra onde o pelourinho se ergue na praça e a ourivesaria se faz com a paciência de quem sabe transformar o ouro em arte. O Lobo senta-se num dos bancos de pedra junto ao pelourinho, olha a vila que desce a encosta e sente o cheiro a terra molhada e a ouro que vem das oficinas dos ourives. O pelourinho, que remonta ao século XVI, é o testemunho de um passado de foro e de autonomia — e a praça que o rodeia é o coração de uma comunidade que ainda hoje se reúne à sua volta.
Mas Paredes é, acima de tudo, a terra da filigrana e da ourivesaria. As peças de ouro que as mãos dos ourives moldam com a precisão de quem sabe esperar são o símbolo de uma tradição que atravessou gerações. A filigrana, que se tece em fios finos como cabelo, transforma o metal em obras-primas — brincos, colares, arrecadas, que guardam a memória de um povo que soube fazer do ouro uma linguagem. O martelo do ourives, que bate no metal com a precisão de quem sabe que a beleza não se faz com pressa — faz-se com tempo.
As gentes que ali vivem — as mulheres com cestos de pão, os homens que transportam ferramentas, as crianças que brincam junto ao pelourinho — são o rosto de uma comunidade que mantém viva a tradição. E o Lobo, esse, fica na praça, a olhar a vila e a sentir o cheiro a ouro e a terra — guardião de uma terra que se fez com pelourinho, com filigrana e com memória.
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Penafiel é a terra onde o castelo guarda a memória da defesa do vale e os pastéis de ovos e amêndoa adoçam a mesa. O Lobo senta-se num dos muros do Castelo de Penafiel, olha a cidade que desce a encosta, o rio Tâmega a serpentear no vale e sente o cheiro a vinho verde e a doçaria conventual que sobe das adegas e das pastelarias. O castelo, que remonta ao período medieval, é o testemunho de um passado de defesa e de resistência — as suas muralhas, que outrora protegeram a vila, são hoje o miradouro de quem quer ver as encostas cobertas de vinhas que se estendem até ao horizonte.
Mas Penafiel é, acima de tudo, a terra dos pastéis de Penafiel e do vinho verde. Os pastéis, feitos de ovos e amêndoa, são o símbolo de uma doçaria conventual que atravessou gerações — e que se prova à mesa com a paciência de quem sabe que a doçura não se faz com pressa. O vinho verde, fresco e ligeiramente gasoso, é o néctar que corre nas veias da região — e que acompanha os pastéis e as conversas à mesa.
As gentes que ali vivem — as mulheres com cestos de pão e doçaria, os homens que transportam uvas, as crianças que brincam junto ao castelo — são o rosto de uma comunidade que mantém viva a tradição. E o Lobo, esse, fica no castelo, a olhar o vale e a sentir o cheiro a vinho e a doce — guardião de uma terra que se fez com castelo, com vinho e com memória.
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O Porto é a cidade que se debruça sobre o Douro como quem se senta para ver o mundo passar. O Lobo senta-se num dos muros da Ribeira, olha as casas coloridas que descem a encosta, a Ponte D. Luís I que abraça o rio, os barcos rabelos ancorados como quem espera uma viagem, e sente o cheiro a vinho, a pão e a mar que sobe das caves e das tascas. A cidade que deu nome a Portugal e ao vinho que o mundo inteiro conhece é um lugar onde a tradição se respira em cada esquina — nas ruas de granito, nos azulejos que contam histórias, na luz que se derrama sobre o rio ao fim da tarde.
Mas o Porto é, acima de tudo, a terra da francesinha e do vinho do Porto. A francesinha, que se serve em travessas de barro com queijo derretido e molho caseiro, é o prato que aquece o corpo e a alma — o símbolo de uma cidade que nunca teve medo de ousar. O vinho do Porto, que se guarda nas caves de Vila Nova de Gaia como se guarda um segredo, é o néctar que corre nas veias da cidade — o vinho que atravessou oceanos e que ainda hoje se prova à mesa, como quem prova a história.
As gentes que ali vivem — os pescadores da Ribeira, os comerciantes da Rua de Santa Catarina, os estudantes que enchem as ruas de vida, as crianças que brincam no Jardim do Morro — são o rosto de uma cidade que soube guardar a tradição enquanto abraçava o futuro. E o Lobo, esse, fica na Ribeira, a olhar o Douro e a sentir o cheiro a vinho e a mar — guardião de uma cidade que se fez com rio, com luz e com memória.
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Póvoa de Varzim é a cidade que nasceu do mar e se fez à beira do Atlântico. O Lobo senta-se num dos bancos da Praça do Almada, olha a cidade que se estende entre a Avenida dos Banhos e o mar, e sente o cheiro a sardinha assada e a sal que sobe da praia. A Póvoa, que cresceu como vila piscatória, guarda a memória dos pescadores que saíam para o mar ao amanhecer e regressavam com o peixe que alimentava a terra — e ainda hoje se mantém viva no bulício do mercado e no rumor das ondas.
Mas Póvoa de Varzim é, acima de tudo, a terra da sardinha assada. O prato, que se serve em travessas de barro com broa de milho e uma taça de vinho verde, é o símbolo de uma cidade que soube fazer do mar a sua despensa. A Festa da Sardinha, que todos os anos enche as ruas de cor e de alegria, é o momento em que a comunidade se junta à volta da brasa e da conversa — como quem celebra a vida, o mar e a memória.
As gentes que ali vivem — os pescadores que conhecem os segredos do mar, as mulheres com cestos de peixe, as crianças que brincam na areia, os veraneantes que enchem a praia de vida — são o rosto de uma comunidade que mantém viva a tradição. E o Lobo, esse, fica na Praça do Almada, a olhar o mar e a sentir o cheiro a sardinha e a sal — guardião de uma terra que se fez com mar, com praia e com memória.
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Santo Tirso é a terra onde o mosteiro românico guarda o silêncio dos monges e o pão de forma oval alimenta a comunidade. O Lobo senta-se num dos claustros do Mosteiro de Santo Tirso, olha a fachada românica que se ergue sobre a vila e sente o cheiro a pão quente e a terra molhada que vem das padarias comunitárias. O mosteiro, fundado no século X e reconstruído no século XII, é o testemunho de uma fé que atravessou séculos — e que ainda hoje se impõe na paisagem como um farol de pedra e de memória.
Mas Santo Tirso é, acima de tudo, a terra das padas. O pão de forma oval, de côdea estaladiça e miolo macio, é o alimento que alimentou gerações — e que ainda hoje se coze nos fornos de lenha com a paciência de quem sabe esperar. A tradição padeira, que passa de geração em geração, transforma a farinha e a água em pão — o pão que se parte à mesa e que une a comunidade. Os fornos comunitários, onde outrora se cozia o pão para toda a freguesia, são a memória viva de um tempo em que o pão se fazia em conjunto e a partilha era a regra.
As gentes que ali vivem — as mulheres com cestos de pão, os homens que transportam tecidos, as crianças que brincam junto ao mosteiro — são o rosto de uma comunidade que mantém viva a tradição. E o Lobo, esse, fica no claustro do mosteiro, a olhar a vila e a sentir o cheiro a pão e a terra — guardião de uma terra que se fez com mosteiro, com pão e com memória.
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Trofa é a terra onde o metal se transforma em arte e a fé se guarda na pedra da igreja. O Lobo senta-se num dos bancos da praça, junto à Igreja Matriz da Trofa, olha a vila que cresceu à volta do mosteiro e sente o cheiro a metal e a pão que ainda se faz nos fornos comunitários. A Igreja Matriz, imponente e serena, guarda a fé de um povo que sempre viveu entre a tradição e a indústria — e a vila que cresceu à sua volta é o reflexo de uma comunidade que soube transformar o trabalho em progresso.
Mas Trofa é, acima de tudo, a terra da metalurgia e da ourivesaria. As mãos dos artesãos, que durante gerações moldaram o metal, transformaram a região num centro de excelência — peças de ferro forjado, de cobre batido, de ouro e prata que se vendem em todo o país. A tradição da metalurgia, que ainda hoje se mantém viva, é o símbolo de uma terra que soube fazer do trabalho uma arte — e do metal, uma memória. As fábricas e oficinas que se espalham pela vila são o testemunho de uma comunidade que nunca parou de criar, de inovar, de construir.
As gentes que ali vivem — as mulheres com cestos de pão, os homens que transportam ferramentas e metais, as crianças que brincam junto à igreja — são o rosto de uma comunidade que mantém viva a tradição enquanto abraça o futuro. E o Lobo, esse, fica na praça, a olhar a vila e a sentir o cheiro a metal e a terra — guardião de uma terra que se fez com forja, com fé e com memória.
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Valongo é a terra onde o pão se faz com a paciência de quem sabe esperar e a pedra se transforma em memória. O Lobo senta-se num dos bancos de pedra da Praça 5 de Outubro, olha a vila que cresceu à volta da Igreja Matriz e sente o cheiro a pão quente e a terra molhada que sobe das padarias e das pedreiras. A Igreja Matriz de Valongo, com a sua torre sineira imponente, é o testemunho de uma fé que atravessou séculos — e a praça que a rodeia é o coração de uma comunidade que ainda hoje se reúne à sua volta.
Mas Valongo é, acima de tudo, a terra do pão e da pedra. O pão de Valongo, de côdea estaladiça e miolo macio, é o símbolo de uma tradição padeira que atravessou gerações — e que ainda hoje se coze nos fornos de lenha. A indústria da pedra, que transforma a ardósia e o granito em arte, é a outra face de uma terra que soube fazer do trabalho uma memória. As pedreiras, que durante séculos forneceram a pedra para as casas e as calçadas, são o testemunho de uma comunidade que nunca parou de construir.
As gentes que ali vivem — as mulheres com cestos de pão, os homens que transportam ferramentas e pedra, as crianças que brincam na praça — são o rosto de uma comunidade que mantém viva a tradição. E o Lobo, esse, fica na praça, a olhar a vila e a sentir o cheiro a pão e a pedra — guardião de uma terra que se fez com forno, com pedreira e com memória.
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Vila do Conde é a terra onde o aqueduto se estende sobre o vale e o rio Ave encontra o mar. O Lobo senta-se num dos arcos do Aqueduto de Vila do Conde, olha a vila que desce a encosta, o rio que se encontra com o Atlântico, e sente o cheiro a rojões e a mar que sobe das tascas e do porto de pesca. O aqueduto, construído no século XVIII para abastecer o Convento de Santa Clara, é o testemunho de uma obra grandiosa que ainda hoje se impõe na paisagem — e que, como a vila, guarda a memória de um passado que não se apaga.
Mas Vila do Conde é, acima de tudo, a terra dos rojões. O prato, que se serve em travessas de barro com broa de milho e um fio de azeite, é o símbolo de uma cidade que soube fazer da mesa uma celebração. Os rojões de porco, temperados com alho, louro e vinho branco, são o sabor de uma tradição que atravessou gerações — e que ainda hoje se prova à mesa, como quem prova a memória de um povo.
As gentes que ali vivem — os pescadores que conhecem os segredos do mar, as mulheres com cestos de pão, as crianças que brincam na areia — são o rosto de uma comunidade que mantém viva a tradição. E o Lobo, esse, fica no aqueduto, a olhar o mar e a sentir o cheiro a rojões e a sal — guardião de uma terra que se fez com aqueduto, com mesa e com memória.
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Vila Nova de Gaia é a terra onde o vinho do Porto se guarda nas caves e a Serra do Pilar vigia o rio Douro. O Lobo senta-se num dos miradouros da Serra do Pilar, olha a paisagem que se estende até ao Porto — o mosteiro com a sua igreja circular, a Ponte D. Luís I que abraça o rio, os barcos rabelos ancorados como quem espera uma viagem — e sente o cheiro a vinho, a queijo e a pão que sobe das caves e das tascas. A Serra do Pilar, com o seu mosteiro do século XVI, é o testemunho de uma fé que atravessou séculos — e o miradouro é o lugar onde o olhar se perde entre o rio, a ponte e a cidade.
Mas Vila Nova de Gaia é, acima de tudo, a terra do vinho do Porto. As caves, que se espalham pela margem do Douro, guardam o néctar que corre nas veias da região — o vinho que atravessou oceanos e que ainda hoje se prova à mesa, como quem prova a história. O vinho do Porto, que se guarda em pipas de carvalho com a paciência de quem sabe esperar, é o símbolo de uma tradição que atravessou gerações — e que ainda hoje se mantém viva nas gentes que sabem que o vinho não se bebe — sente-se.
As gentes que ali vivem — os homens que transportam pipas de vinho, as mulheres com cestos de pão e queijo, as crianças que brincam junto ao mosteiro — são o rosto de uma comunidade que mantém viva a tradição. E o Lobo, esse, fica na Serra do Pilar, a olhar o Douro e a sentir o cheiro a vinho e a terra — guardião de uma terra que se fez com vinho, com ponte e com memória.
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Observação do Lobo
Percorri as terras do Porto. Vi o Douro a abrir-se para o Atlântico, as pontes a ligarem as margens, as caves a guardarem o vinho, as fábricas a tecerem o trabalho. Vi gentes que guardam a tradição como quem guarda uma brasa para o Inverno — e que sabem que o peixe, o pão, o vinho, a renda e a história são a verdadeira riqueza do Norte.
Ao aprofundares cada concelho, encontrarás freguesias com alma, ofícios que quase se perderam, lendas que o vento ainda não levou. Sabores que se provam, cheiros que se guardam, gentes que se lembram. O Arquivo Vivo não é um lugar de respostas — é um lugar de descoberta. E cada página que abrires é uma porta para um tempo que ainda não acabou.
Senta-te. Escolhe um concelho. Deixa-te levar. O Lobo já percorreu o caminho — agora é a tua vez de o seguir.
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