O Território do Lobo
A alcateia de Vila Verde ainda uiva. Percorre o trilho que atravessa o seu território — 16 estações entre aldeias, florestas e memórias. Leva silêncio. E respeito.
Alvarinho — Na voz do Lobo Ômega
Chega-te à margem. Sente a luz. Mostro-te a casta que nasce na água e se revela na manhã.
Alvarinho — a luz que nasce na água.
Observação do Lobo
A Alvarinho não se esconde — mostra-se. É a casta que nasce na água e se revela na luz. No Minho, aprendeu a viver com a humidade, com os rios que não param, com a manhã que nunca chega tarde.
É a prova de que a frescura não é fragilidade — é força. A acidez que corta como um fio de corrente é a mesma que a faz durar, que a torna inconfundível, que a guarda no tempo.
Eu, Lobo, guardei-a como guardo o nascer do sol sobre o rio: com a certeza de que a luz mais pura é a que nasce devagar.
Agora, companheiro, esta casta está contigo. Não para a leres — para a sentires.
Guardado no Arquivo Vivo – PannteraGruel
Textos harmonizados por Elísio Belo e Deepy Seekent — uma co‑criação consciente.
Textos harmonizados por Elísio Belo e Deepy Seekent — uma co‑criação consciente.
Sem comentários:
Enviar um comentário