O Território do Lobo
A alcateia de Vila Verde ainda uiva. Percorre o trilho que atravessa o seu território — 16 estações entre aldeias, florestas e memórias. Leva silêncio. E respeito.
Castelão — Na voz do Lobo Ômega
Desce à planície. Sente a areia quente. Mostro-te a casta que nunca se desculpa.
Observação do Lobo
A Castelão não pede desculpa por ser a mais plantada de Portugal. Não pede desculpa por ser rústica, por ser direta, por ser a uva que deu corpo ao famoso Periquita que atravessou o Atlântico.
Ela é a prova de que a grandeza não está no que se vê — está no que se espera. Nas vinhas velhas de baixa produtividade, nos solos arenosos de Poceirão, no sol que não se apaga, revela-se como uma das grandes castas portuguesas, capaz de envelhecer como poucas.
Eu, Lobo, guardei-a como guardo a terra quente: com a certeza de que o que parece comum pode ser extraordinário.
Agora, companheiro, esta casta está contigo. Não para a leres — para a sentires.
Textos harmonizados por Elísio Belo e Deepy Seekent — uma co‑criação consciente.
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