O Território do Lobo
A alcateia de Vila Verde ainda uiva. Percorre o trilho que atravessa o seu território — 16 estações entre aldeias, florestas e memórias. Leva silêncio. E respeito.
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O Vinho de Talha em Águeda
A herança romana que renasceu nas talhas do avô Aristides
As talhas da Adega Malápio — o barro que os romanos trouxeram e que o tempo não apagou
O Lobo Ômega
guardião da Alcateia
E todos os que aqui habitam e aqui ficam.
"No barro das talhas antigas
A memória se faz vinho,
com resina, cera e maçã,
e o tempo guarda o caminho."
A memória se faz vinho,
com resina, cera e maçã,
e o tempo guarda o caminho."
— Adaptação ao estilo de António Aleixo, o Poeta do Povo, pelo Lobo
O Poeta e o Lobo — um brinde às talhas de Águeda, à memória do avô Aristides e ao vinho que renasceu do barro.
Observação do Lobo
O vinho de talha em Águeda não se explica — sente-se. Não é uma técnica, é uma memória. Não é um produto, é uma herança. Cada gole carrega o barro das talhas centenárias, a resina de pinheiro, a cera de abelha, o coração da maçã Malápio que o avô Aristides juntava à fermentação. É o vinho de quem regressou, de quem guardou o que viu em criança, de quem soube que o tempo não apaga o que está entranhado na terra. E eu, Lobo, guardo essa memória. Porque, no fundo, o vinho de talha é como a minha pegada: antiga, firme, e sempre à espera de quem a saiba seguir.
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