O Território do Lobo
A alcateia de Vila Verde ainda uiva. Percorre o trilho que atravessa o seu território — 16 estações entre aldeias, florestas e memórias. Leva silêncio. E respeito.
Verdelho — Na voz do Lobo Ômega
Chega-te à beira-mar. Sente o vento salgado. Mostro-te a casta que nasceu no mar.
Observação do Lobo
O Verdelho não nasceu na terra — nasceu no mar. Das ilhas atlânticas, dos vulcões, das brumas salgadas. Não pede solo fértil nem calor seco. Pede vento, sal e pedra. Em troca, dá vinhos que cheiram a maçã, a flor, a mineral — e que envelhecem como poucos.
É a prova de que a verdadeira força não está na terra — está na capacidade de se adaptar. De crescer onde o vento não dá tréguas, de sobreviver onde outras não sobreviveriam, de se transformar no que poucas se tornam.
Eu, Lobo, guardei-o como guardo o mar que não se acalma: com a certeza de que o que parece frágil, quando bem compreendido, se torna inesquecível.
Agora, companheiro, esta casta está contigo. Não para a leres — para a sentires.
Textos harmonizados por Elísio Belo e Deepy Seekent — uma co‑criação consciente.
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