Galo de Cabidela

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Galo de Cabidela

O galo de cabidela é um prato de festa no Ribatejo, muito apreciado em Alvega e Concavada. O galo do campo é estufado em vinho tinto, e o arroz é cozido no caldo, finalizado com o sangue avinagrado que lhe confere a cor escura e o sabor inconfundível. Serve‑se com salsa picada.

Galo de Cabidela
Galo de cabidela – tradição ribatejana em cada garfada.
O que precisas ter - Para 4 a 6 pessoas
1 galo do campo (aprox. 1,5‑2 kg), cortado em pedaços
150 ml de sangue de galo (misturado com 2 colheres de sopa de vinagre)
350 g de arroz carolino
3 cebolas médias picadas
4 dentes de alho picados
1 folha de louro
150 ml de vinho tinto (ou vinho maduro)
Azeite e sal q.b.
Água morna ou caldo de aves q.b.
Ramos de salsa fresca
Como preparar

Numa tacho largo, cobres o fundo com azeite e levas ao lume. Adicionas os pedaços de galo e deixas alourar bem de todos os lados. Retiras a carne e reservas.

Na mesma gordura, juntas as cebolas picadas, os alhos e a folha de louro. Deixas refogar até a cebola ficar translúcida e dourada.

Voltas a colocar o galo no tacho. Regas com o vinho tinto e deixas evaporar o álcool durante alguns minutos.

Adicionas água suficiente para cobrir a carne, temperas com sal e tapas o tacho. Deixas cozinhar em lume brando até a carne estar macia (como é galo do campo, pode demorar entre 45 e 60 minutos).

Quando o galo estiver tenro, juntas o arroz carolino ao caldo. Se necessário, acrescentas mais um pouco de água a ferver para que o arroz fique caldoso. Deixas cozer cerca de 10‑12 minutos.

Pouco antes do arroz estar pronto, com o lume no mínimo ou desligado, envolves a mistura do sangue com o vinagre, mexendo sempre e vigorosamente para não talhar e para que o molho fique homogéneo e cremoso.

Rectificas os temperos (podes adicionar umas gotas mais de vinagre se preferires o prato mais avinagrado). Polvilhas com salsa fresca picada e serves de imediato.

Dicas:
O sangue deve ser misturado com vinagre assim que é colhido, para não coagular.
Não deixes o arroz cozer demasiado – ele termina de cozer com o sangue, e deve ficar cremoso mas não desfeito.
Este prato tradicionalmente acompanha‑se com batatas cozidas, mas com arroz é a versão mais comum no Ribatejo.

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