Sopa da Pedra de Almeirim
Uma sopa que nasceu da astúcia de um frade faminto e ganhou fama eterna num restaurante de Almeirim. Feijão encarnado, orelha de porco, chouriço, toucinho e batatas num caldo encorpado. No fundo da travessa, uma pedra bem lavada – quem a tirar paga a conta.
Na véspera, pões o feijão de molho em água. Escaldas a orelha de porco em água a ferver e raspas‑a bem para ficar limpa.
No dia seguinte, num tacho grande, levas o feijão a cozer em água com a orelha, os enchidos, o toucinho, as cebolas picadas, os dentes de alho esmagados, o louro, sal e pimenta. Se for preciso, junta mais água a ferver.
Quando as carnes e os enchidos estiverem cozidos (a orelha deve estar macia), retiras tudo da panela. Cortas a orelha, os enchidos e o toucinho em pedaços pequenos.
À panela, junto do caldo e do feijão, acrescentas as batatas descascadas e cortadas em cubinhos e os coentros bem picados. Deixas ferver lentamente até as batatas estarem cozidas e o caldo começar a engrossar – o feijão vai largar uma “nata” que torna a sopa cremosa.
Retiras a panela do lume e voltas a juntar as carnes cortadas.
Numa terrina de barro, colocas a pedra bem lavada no fundo. Vertes a sopa por cima e serves de imediato.
Leva estas palavras contigo, para quem quiser seguir o mesmo cheiro:
Para partilha sensorial: Copia as que sentires mais tuas.
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